Colunista - Circuito Interno | Letra da Música

Colunista - Circuito Interno

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Colunista - Circuito Interno - Letra






Na viela silencio
Na madruga tensão
Nos cruzamentos barulhos
Chamam atenção

São rachas, apostas
Garrafas, jogadas
De longe o mãos ao alto
Já não me surpreende nesta caminhada

E vou, olho no lance
Momento de transe
Atento permaneço
Até que sirene saia do alcance

A essas horas
O risco é eminente
Na cintura habita a malicia
Carregada no seu pente

Policia, bandido
Corpos feridos é um artifício
Destino causado
Por esse vicio corrosivo

E persistente
Vou mais a dentro desta rua
Pesando: Já vi de tudo
E o brilho da luz se ofusca

Ta embasado
O movimento acontece
No céu o raio sinaliza
Que mais uma alma falece

A noite cai
Babylon seduz
Avisto mortos de capuz
Perambulando atrás de restos

Vidas em estado terminal vegetam
Não se concertam
E o amor próprio, passo a passo
Entrando em estado de alerta

O amanhecer é o recomeço pra esse fim
Ou esperança que um novo dia mude a trajetória?
O que me resta é plantar o bem para que assim
Exista chance e redenção pro nascer de uma nova história

Mais um doente
Enfrenta o enfermo, esquenta o inferno
É interno o termo, enterra o terno
Lhe foge a farra

Caminhando entre ossos
Foram corpos, quantos nossos
Cavaram uma saída aos destroços
Trava o passo

Observo o descaso
É menos pior
Sua sentença é meu decreto
Tu é o oposto de jô

Vive perdido no pó
Faz o pedido sem dó
E na garganta um nó
Tu sacia sua vontade

E na matina segue atento
Liberdade de detento
Fugindo sem argumento
O progresso em passo lento

E depara a barca
Que te para, é giroflex
E a bala que te abala
Desce o corpo que padece

Não tá relex não tem Rolex
Nem total flex
Seus bens acumulados
Na poeira branco neve

Não ta relex
Não tem Rolex
Nem total flex
Raciocínio

Sombras da noite ruas vazias
Melhor nem pensar no que passa lá fora
Dentro de um canto obscuro
Cada canto contém sua história

Estado de alerta se assusta
Com a sombra, perigo no canto do olho
Revise, forje a farra que faz
Sirene e convite

Do que adianta esperar o mal
Morrer de velhice
Eu acordo assustado no meio da noite
Mas não foi a chuva que em assustou

Aonde estou, eu paro pra respirar
Esquecer aquilo que estava pensando
A morte neste destino fabrica
A sina saga de um anjo

Que voa entre as nuvens
Desvia da chuva, evita a sorte
Agora não importa
E quando vai, não volta

Se encontra de frente as portas
E como todos, chega a não acreditar
Se sente, tão longe e tão perto
Começa a tortura familiar

Anota ai seu colunista
Na lista de jornal falho
Escreva revolta a vista
Viemos causar estrago

Na rima eu to afiado
Sublime a conceitos falhos
E a cada passo no compasso
Eu faço um trato e é notável o que é real

Periferia resiste
E no contra ataque é surreal
E o capital demais faz mal
E se corrompe sua postura ele é letal

Meu flow é meu instinto animal
E o koyote no mic é fatal
Curitiba é uma selva de gelo
E o subzero no mortal combate

Ta na casa casa com a arte
Meu terá mais que seu gigabytes
Estou pronto pro próximo round
Mas desta vez ganhar de assalt

Joga toalha, foje ou age
Pois meu jab é contra ataque
Pro sistema ir a nocaute
K.O, num flow, num show

Represento minha família
Aonde estou e aonde vou
Deixo minha marca
Aonde for

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